Mina Águas Claras

Urbanismo

LOCALIZAÇÃO Nova Lima, MG
ARQUITETOS BCMF Arquitetos (Bruno Campos, Marcelo Fontes, Silvio Todeschi), Vazio S/A (Carlos Teixeira) e AECOM (Alejandra Maria Devecchi)
EQUIPE Patrícia Bueno, Carolina Eboli, Leonardo Rodrigues, Daila Araújo
ANO 2013
ÁREA 1.900 ha.

A ocupação da Mina de Águas Claras é a maior oportunidade de transformação urbana de Belo Horizonte e Nova Lima, com potencial de integrar meio ambiente e desenvolvimento urbano de maneira emblemática.

Na última década o desenvolvimento sustentável tornou-se jargão comum em empreendimentos da construção civil, mas raras são as oportunidades reais de praticar este conceito de forma que alie o mercado da construção civil ao discurso ambiental, ambos conformando um conceito indissociável e que permeia toda uma idéia de desenho urbano.

O masterplan da MAC é uma oportunidade de, além de possibilitar uma nova visão de ocupação do território, abordar questões próprias da história da cidade e do estado de Minas Gerais: o quadrilátero ferrífero, as minerações a céu aberto, o minério de ferro, as montanhas, a paisagem escalonada das cavas e toda a riqueza mineral que deu nome ao estado.

Trata-se, portanto, de pensar uma ocupação urbana a partir da cava, das montanhas, das pilhas de estéril e do legado de edifícios industriais, mas

levando em consideração a Mata do Jambreiro e todo o contraste entre mineração e natureza presente em toda a região.

A área de desenvolvimento urbano está restrita a 190 hectares ou cerca de 10% da área total, que é de 1.900 ha. Grande parte desta área são as Áreas de Preservação Permanente (APP) adjacentes aos córregos e à Serra do Curral, a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), a Reserva Legal, e as áreas com declividade acima de 47% ou com risco de acidente geológico; restrições que perfazem a área passível de ocupação de 190 ha.

O objetivo deste masterplan é que a área da MAC se torne um novo paradigma de centralidade urbana em um dos últimos redutos de expansão urbana do vetor sul próximos à zona Sul de Belo Horizonte. Um plano de desenvolvimento onde meio ambiente, mobilidade e uso do solo serão integrados em um contexto único, construindo sua identidade a partir de suas peculiaridades e condicionantes locais.

O crescimento dessa enorme área se dará, portanto, a partir de um diagnóstico preciso e um planejamento cuidadoso, combinando mercado da construção civil e meio ambiente de forma integrada e indissociável: uma nova idéia de desenho urbano a partir de conceitos contemporâneos de desenvolvimento sustentável do ponto de vista ambiental e econômico.